sábado, 25 de janeiro de 2020

Só a força dos trabalhadores pode deter o fascismo




Artigo de Luiz Pimenta, militante na comunicação popular no Brasil
Diretor do Conaicop: Rubén Suarés


                                          Marcha sobre Roma


Com as mais recentes medidas de avanço do fascismo no Brasil que são:

- O adiamento da adoção do Juiz de Garantia, aprovado pelo Congresso Nacional  com ajuda representantes de setores da oposição, pelo Ministro do STF Luiz Fux;
- A recusa do MP de aceitar a indicação do STF que o jornalista Gleen Greenwald  não poderia se indiciado por crime de não exposição de fonte jornalística;

Considerando também todo o histórico de ataques aos trabalhadores como reforma da previdência, reforma trabalhista, ataques as estatais e bancos públicos, à educação e aos serviços públicos em geral fica muito claro que cabe aos brasileiros tomar providências para afastar as ameaças do governo Bolsonaro e seus associados de implantar um regime de exploração e violência contra os trabalhadores e ocupantes das classes menos privilegiadas, um autêntico governo tipo fascista.

Para isto devemos nos organizar em comitês de luta e autodefesa e apoiar os sindicatos combativos na luta contra o governo federal e seus aliados e exigir claramente o fim do Governo Bolsonaro.
Devemos exigir o fim da criminalização do Presidente Lula, o fim da união do Judiciário com os golpistas,  da entrega do patrimônio público, o fim a política de ataque aos negros e comunidades pobres e os ataques às liberdade de expressão e de docência.

Também não devemos nos iludir com alianças com setores que são representantes da burguesia pois isto nos levará, fatalmente, à derrota. A união com com direitistas que apoiaram Bolsonaro, tipo Alexandre Frota e Joice Hasselmann e como tipo Janaína Paschoal e Fernando Henrique Cardoso e outros trastes,  para disputa de eleições fraudadas só enfraquecerá a nossa posição e dará legitimidade a causa espúria dos do governo.

As forças reacionárias brasileiras, insatisfeitas com os avanços dos trabalhadores e classes menos privilegiadas nos governos Lula e Dilma, se uniram às elites financeiras e monopolistas nacionais e internacionais para mudar o quadro e o regime. Isto é um enredo velho, que já aconteceu muitas vezes pelo mundo.

A história nos diz que todas as vezes que o fascismo ou nazismo triunfaram isto se deu com a união de duas forças poderosas:

1 – De um lado estão sempre presentes alas mais atrasadas ou conservadoras da sociedade sejam elas religiosas (católicas ou protestantes), monarquistas absolutistas ou liberais e até mesmo parcelas ainda feudais da sociedades (geralmente interior agrícola);

2 – De outro lado está alta burguesia, sempre interessada em deter as crises no capitalismo. Eles se aproveitam do grupo anterior para implantar o terror, e assim aumentar seus lucros e solucionar seus problemas de mercado e de excesso de acumulação de capital entre outros.  Os burgueses estão sempre alerta para qualquer ameaça vinda dos trabalhadores e sempre prontos a voltar a roda da exploração até onde for possível para manter seus privilégios, e para isto são capazes de tudo.

A burguesia sempre chama as alas conservadoras para fazer o papel sujo de conter seus verdadeiros inimigos que são os trabalhadores. Quem sempre executa estas tarefas de reprimir, destruir os direitos e colocá-los na ilegalidade são os militares e policiais, os pequenos empresários, classe média  e funcionários da justiça, sempre insatisfeitos e se achando merecedores de melhor destino na divisão de poderes, querendo ser da alta burguesia.

Já os trabalhadores são a parte da sociedade sempre escalada para ser explorada e fazer os sacrifícios para as demais enriquecerem. Neste processo os trabalhadores sempre têm os salários e direitos reduzidos, os sindicados silenciados, partidos políticos fechados e têm retirados todos os acessos à cultura e livre expressão e, na maioria dos casos, são também atacados fisicamente com tortura e morte.

A união da burguesia com setores atrasados da sociedade aconteceu em vários lugares. Vejamos alguns exemplos:
O mundo já tem vasta experiência com os resultados negativos da implantação do fascismo e do nazismo, que sempre levam as sociedades a retroagirem cultural, econômica, social e moralmente. Foi assim na Itália, Alemanha, Espanha, Portugal e também em países da América Latina.
Também é sabido que em quase todos os países citados acima os regimes acabaram por obra da  mobilização dos trabalhadores. Foi o caso da ditadura no Brasil onde uma grande onda de greves colocou abaixo o regime militar. Também é conhecida a reação dos trabalhadores em vários países, entre eles França e Inglaterra, onde a mobilização e organização de greves e repressão física aos agressores afastou a implantação do regime.

Dizemos não ao nazifascismo no Brasil e em toda a América Latina!


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